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Falando sobre a SOP ( sindrome de orvarios policisticos )

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Falando sobre a SOP ( sindrome de orvarios policisticos )

Mensagem por Josiane em 31/05/11, 06:03 pm

.[b]Perguntas e Respostas sobre Ovários Policísticos ue]]
Ovário policístico é a mesma coisa que cisto no ovário?
São duas coisas totalmente diferentes. O ovário policístico é uma alteração hormonal no organismo da mulher, a partir de um desequilíbrio hormonal, com maior produção de hormônios masculinos no corpo da mulher. Ele pode se manifestar com a presença de microcistos no ovário, mas não é esse aspecto que faz o diagnóstico do problema.
O diagnóstico do ovário policístico é realizado através da identificação dos sintomas clínicos (acne, irregularidade menstrual, aumento de pilificação) e alteração da dosagem de hormônios masculinos.
Cisto no ovário é qualquer formação preenchida por líquido que aparece no ovário. Pode conter sangue (chamado de hemorrágico), líquido como água (chamado de folicular) ou ainda ser um cisto de endometriose.
Ele aparece na adolescência?
Ele pode aparecer em qualquer época da vida da mulher, mas tende a ser mais diagnosticado na adolescência.
Espinha no queixo é um dos sinais?
Os sintomas são decorrentes do aumento de hormônio masculino (testosterona) no corpo da mulher. Esses sintomas tendem a ter graus variados de acordo com o grau da doença. Assim, sintomas como acne, aumento da gordura corporal, aumento de pelos, queda de cabelo e irregularidade menstrual são os sintomas mais freqüentes.
Mulheres gordinhas e com forte incidência de pelos, principalmente no rosto, têm ovário policístico?
Estes podem ser relacionados a uma característica genética da mulher, mas também podem ser sinais da presença da doença. Exames são necessários para um diagnóstico preciso.
O ovário policístico provoca aumento na incidência e na intensidade das cólicas?
Em geral, não. Os sintomas mais frequentes do ovário policístico são a irregularidade menstrual, aumento de acne e pilificação.
Ele provoca algum tipo de sangramento?
Não. O ovário policístico, normalmente, pode causar ciclos mensais de anovulação (sem produção de óculos) e, consequentemente, a mulher ficar alguns ciclos sem menstruar.
Como é feito o diagnóstico da doença?
O diagnóstico é feito pelo relato da paciente dos sintomas clínicos, associado à presença de dosagens hormonais que mostrem aumento dos hormônios masculinos no corpo. Somente a presença de pequenos cistos ovarianos ao ultra-som não faz o diagnóstico da doença.
A Síndrome do ovário policístico leva à infertilidade?
Um dos sintomas da síndrome dos ovários policísticos é a infertilidade. Sabe-se que, devido ao aumento dos hormônios masculinos, a mulher tende a ter uma maior quantidade de ciclos não ovulatórios e uma maior resistência dos ovários aos hormônios que dificulta a produção dos óvulos (desde que não tratada). Por isso, é importante que o diagnóstico seja precoce para evitar a infertilidade.
Ela pode atrapalhar as relações sexuais?
Não. A manifestação maior de um quadro de ovário policístico não controlado por muito tempo pode ser a infertilidade. Neste caso, isto acontece pela presença constante do hormônio masculino aumentado e da falta de ovulações, decorrente desta alteração.
Pode induzir ao aborto?
Pode favorecer, caso não seja realizado acompanhamento. As mulheres que têm ovários policísticos podem ter uma diminuição da produção do hormônio progesterona pelo ovário, que é o que mantém a gravidez nas suas fases iniciais (insuficiência do corpo lúteo ovariano em produzir este hormônio). Assim, toda mulher que engravide com este diagnóstico, deve receber uma suplementação de progesterona nos primeiros três meses de gravidez a fim de não ter um aumento das chances de abortamento quando comparamos com as mulheres sem a doença.
Quem toma anticoncepcional precisa suspender o seu uso após o diagnóstico da síndrome? E no caso de utilização de outros métodos anticoncepcionais, como o DIU?
Não. Inclusive, os contraceptivos orais com medicações que diminuam a produção da testosterona (hormônio masculino aumentado nos casos de ovários policístico) são indicados nesses casos. No caso do uso do DIU, recomenda-se a utilização daquele medicado com progesterona para evitar os efeitos maléficos desta alteração ovariana.
O Ovário Policístico pode influenciar no atraso da menstruação? Por quê?
Como dito anteriormente, a mulher que tem esta alteração, tem uma deficiência de ovulação e consequentemente na produção de progesterona pelo ovário. Com isso, ela apresenta uma tendência maior a ter ciclos sem menstruação, podendo às vezes a ficar até seis meses sem menstruar.
O ovário policístico pode influenciar no aparecimento de um câncer de colo de útero?
Não. O principal fator causador do câncer de colo de útero é a infecção pelo vírus do HPV. O ovário policístico é uma doença hormonal e, portanto, não tem nada a ver com este tipo de câncer.
O uso indevido de algum tipo de anticoncepcional pode levar ao aparecimento do ovário policístico?
Não. Acredita-se que exista em algumas mulheres uma tendência genética a desenvolver este problema.
O tratamento é feito apenas com cirurgia?
O tratamento é feito basicamente com medicações hormonais que reduzam os hormônios masculinos, como anticoncepcionais ou medicações mais específicas para isso. O tratamento cirúrgico é reservado apenas às mulheres que não respondem a este tratamento.
O tratamento de ovário policístico de ser realizado em conjunto com endocrinologista?
Pode e deve. O endocrinologista pode ajudar no controle não só do problema ovariano, mas também no controle de outras manifestações desta doença, como a obesidade.
É necessário tratar?
Pacientes com síndrome dos ovárioss policístico devem ser cuidadosamente avaliadas em relação à resistência à insulina e a síndrome metabólica, pois essas doenças estão relacionadas a maior chance de desenvolver alterações vasculares, diabetes, hipertensão arterial e risco cardiovascular aumentado.
Em geral, quando a mulher tem ovários policísticos com alterações menstruais, a quantidade de estradiol produzida pelos ovários é grande e permanece atuando longo tempo, aumentando os riscos de câncer de colo do útero, de endométrio e de mama. Assim, mesmo quando não há intenção de gravidez, deve haver tratamento para evitar estes riscos.

Mulheres com ovários policísticos e obesidade devem ser estimuladas a mudar seus hábitos alimentares e de atividade física visando à melhora global das alterações.

Após o tratamento, a mulher pode desenvolver novamente o ovário policístico?
Pode sim. Não se sabe exatamente porque o ovário policístico se desenvolve, mas é uma doença que deve ser sempre tratada.

O que é a síndrome dos ovários micropolicísticos?

O termo “síndrome dos ovários micropolicísticos” (também conhecida pela abreviatura, “SOMP”) descreve um grupo de sintomas e de alterações nos níveis de hormônios de algumas mulheres. O nome origina-se do fato de que pacientes com esse transtorno freqüentemente (mas nem sempre) apresentam múltiplos pequenos cistos (nódulos) indolores nos seus ovários, o que pode ser visualizado por exames de ultrassom. Esses cistos são benignos. No entanto, as alterações hormonais provocadas pela síndrome podem causar sintomas importantes, com grande stress emocional para a mulher afetada.

Os achados mais importantes na SOMP são os seguintes:
a) alterações menstruais (menstruações "desreguladas");
b) excesso de hormônios masculinos (acne, pele oleosa, excesso de pêlos);
c) infertilidade (dificuldade em engravidar).

A SOMP é comum?

A SOMP é uma alteração muito comum de mulheres em idade reprodutiva, podendo atingir de 4 a 11% dessa população (em média, 7% das mulheres entre os 20 e os 50 anos de idade). De fato, muitos autores afirmam que a SOMP é a doença endócrina mais comum em mulheres na idade fértil.

Quais são os sintomas da SOMP?

Os sintomas da síndrome incluem:

1) irregularidade menstrual (menstruações ausentes ou que atrasam com muita freqüência, geralmente desde a adolescência);
2) infertilidade (dificuldade para engravidar, devido à falta de ovulação – que constitui uma das queixas mais importantes dessas pacientes quando procuram o médico);
3) acne (cravos e espinhas na pele), especialmente ao redor do queixo, no tórax e no dorso;
4) excesso de pêlos no rosto (principalmente no queixo e no buço) e no restante do corpo (braços, pernas, virilha);
5) perda de cabelo, com áreas de rarefação na cabeça;
6) pele e cabelos muito oleosos.
Os últimos 4 sintomas são manifestações de excesso de hormônios masculinos, que é um dos problemas provocados pela síndrome. Algumas pacientes podem apresentar apenas um desses sintomas; outras podem apresentar um quadro mais exuberante. Nem todos esses sintomas precisam estar presentes, ao mesmo tempo, para fazer o diagnóstico de SOMP.


Cerca de 2/3 das pacientes com SOMP apresentam excesso de peso ou obesidade (principalmente quando o acúmulo de gordura acontece mais na região da barriga), mas a síndrome também pode afetar mulheres magras.

A SOMP é extremamente comum, mas muitas mulheres não sabem que são portadoras da síndrome, e podem sofrer durante anos com problemas como a dificuldade para engravidar ou o excesso de pêlos no rosto, antes de ser feito o diagnóstico correto.

Qual é a causa da SOMP?

A causa exata da SOMP ainda não é bem conhecida. Suspeita-se que haja mais de uma causa. Em geral, a síndrome é causada por um desequilíbrio dos níveis de alguns hormônios importantes. O que se observa na maioria das mulheres de SOMP é um aumento dos níveis dos hormônios masculinos (andrógenos) no sangue, devido à produção aumentada desses hormônios pelos ovários. Por isso, a SOMP também é conhecida como “síndrome de excesso de andrógenos ovarianos”. O principal andrógeno ovariano que aumenta na síndrome é a testosterona.

Então a SOMP é uma doença apenas dos ovários?

Não. A SOMP é uma doença complexa, relacionada ao funcionamento alterado de vários sistemas do organismo. Além do distúrbio dos ovários, as mulheres com SOMP comumente apresentam um defeito na ação da insulina, um importante hormônio que controla os níveis de açúcar (glicose) e gorduras (colesterol) no sangue. Portanto, mulheres com SOMP têm um risco aumentado de apresentar aumento da glicose (diabetes mellitus) e do colesterol (dislipidemias), o que em última análise pode aumentar seu risco de doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, derrame cerebral etc.). Suspeita-se que esse defeito da ação da insulina (também conhecido como resistência à insulina) desempenhe um papel fundamental no desenvolvimento da SOMP.

Que outras doenças se associam à SOMP?

a) Diabetes mellitus - devido ao defeito na ação da insulina ("resistência à insulina") apresentado por muitas mulheres com SOMP, estas pacientes apresentam um risco bem maior de desenvolver diabetes, em comparação com mulheres sem SOMP. Calcula-se que aproximadamente 50% das mulheres com SOMP vão apresentar níveis aumentados de glicose (açúcar) no sangue antes dos 40 anos de idade. Por outro lado, 25 a 50% das mulheres com diabetes entre os 20 e os 50 anos de idade também são portadoras de SOMP. O risco de diabetes é ainda maior para pacientes com SOMP obesas.
b) Doenças do fígado - estudos recentes indicam que 2/3 das pacientes com SOMP apresentam um acúmulo anormal de gordura no fígado, que é chamado de "esteato-hepatite não alcoólica". Entretanto, quando essas mulheres fazem exames de sangue para avaliar o fígado, a maioria tem resultados normais. O excesso de gordura no fígado, na maior parte das vezes, só é encontrado quando se faz um exame de ultrassom. Essa alteração do fígado é importante porque muitas vezes a esteato-hepatite acaba evoluindo para doenças mais graves, como hepatite, cirrose hepática e até mesmo câncer do fígado.
c) Doenças cardíacas - Alguns estudos indicam que o risco de doenças do coração (infarto) é 50% maior em mulheres com SOMP. Além disso, mulheres com SOMP têm problemas do coração mais cedo do que outras mulheres que não são portadoras de SOMP. Essas pacientes também têm um risco mais alto de derrame cerebral.

d) Pressão alta - Também conhecida como "hipertensão arterial", é mais comum em mulheres com SOMP, principalmente após os 40 anos de idade.

e) Problemas do colesterol - Mulheres com SOMP costumam apresentar níveis mais altos de LDL-colesterol (o colesterol "ruim") e mais baixos de HDL-colesterol (o colesterol "bom") do que mulheres sem SOMP, bem como níveis mais altos de triglicerídeos.
f) Câncer - Mulheres com SOMP têm um risco maior de desenvolver câncer do útero (endométrio) e da mama.

Como é feito o diagnóstico de SOMP?

O diagnóstico de SOMP é feito através da história clínica e exame físico da paciente (menstruações irregulares, excesso de pêlos, acne etc.) e de alguns exames complementares.
Os exames que podem ajudar no diagnóstico são:

1) Ultrassom do útero e ovários, que pode mostrar a presença de múltiplos pequenos cistos (nodulações cheias de líquido) em ambos os ovários. Apesar de serem comuns e de darem nome à síndrome, os cistos não estão presentes em todas as pacientes com SOMP, sendo encontrados em cerca de 80% dos casos. Da mesma forma, a simples presença de cistos não é suficiente para fazer o diagnóstico de SOMP, pois até 20% das mulheres normais, sem qualquer alteração dos níveis hormonais, podem apresentar imagens de cistos ao ultrassom. Por isso, é importante diferenciar: “ovários policísticos” (um mero achado de ultrassom) da “síndrome de ovários micropolicísticos” (um distúrbio complexo, com manifestações clínicas conhecidas e que pode apresentar ou não a imagem de ovários policísticos ao ultrassom).

2) Testosterona (hormônio masculino), que muitas vezes está aumentada no sangue;

3) Glicose e colesterol.

Outros exames também podem ser solicitados, dependendo das características de cada paciente. É importante afastar a presença de outros problemas hormonais que podem apresentar sintomas semelhantes à SOMP, principalmente o hipotireoidismo e a hiperplasia adrenal congênita (uma doença das glândulas supra-renais que também cursa com níveis aumentados de hormônios masculinos).
Todas as mulheres com sintomas sugestivos de SOMP devem ser avaliadas por um médico especialista, para determinar a presença ou não da sindrome. O endocrinologista, um médico especializado em transtornos das glândulas e dos hormônios, pode fazer essa avaliação e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.


Embora alguns pacientes e até mesmo alguns médicos considerem a SOMP uma doença puramente ginecológica (uma vez que a maioria dos seus sintomas está relacionada ao sistema reprodutivo feminino), essa síndrome deve ser considerada uma alteração sistêmica (de todo o organismo), pois pode se associar a vários outros problemas, tais como: diabetes, alterações do colesterol e doenças cardíacas. Entretanto, o acompanhamento com um ginecologista também é importante, pois permite a detecção e tratamento precoce de possíves complicações como o câncer de mama e de útero.

Qual é a importância da SOMP?

A SOMP é a causa mais comum de infertilidade (dificuldade para engravidar) nas mulheres que vivem em países desenvolvidos. Também pode causar prejuízo à qualidade de vida das pacientes, que se sentem incomodadas pelo excesso de pêlos ou pela acne, por exemplo.


No entanto, os maiores riscos da SOMP estão associados às alterações decorrentes da resistência à insulina. Esse transtorno faz com que as pacientes com SOMP tenham um risco aumentado de desenvolver diabetes.
Estudos mostram que até 30% das pacientes com SOMP podem apresentar níveis aumentados de glicose (açúcar) no sangue quando o diagnóstico da síndrome é feito pelo médico. Esses níveis aumentados de glicose às vezes só são detectados através de um teste com ingestão de açúcar via oral (o chamado teste de tolerância à glicose, ou curva glicêmica).


Além disso, mulheres com SOMP freqüentemente apresentam níveis aumentados do chamado “mau colesterol” (LDL). Elas também podem ter níveis baixos do “bom colesterol” (HDL) e níveis aumentados de outras gorduras do sangue, como os triglicérides. Todas essas alterações podem aumentar o risco de ataque cardíaco (infarto) e derrame cerebral, a longo prazo, principalmente em pacientes obesas.

Outro problema é decorrente da irregularidade menstrual e da falta de ovulação, que fazem com que a camada de revestimento interno do útero (o endométrio) não seja descamado e substituído regularmente (a cada mês). Se esse problema não for tratado, há um aumento do risco de desenvolver câncer do útero.

Como é o tratamento da SOMP?

Embora a SOMP não seja curável, há vários tratamentos disponíveis atualmente que podem equilibrar os níveis hormonais de maneira satisfatória e resolver vários dos problemas associados à síndrome.
Pacientes obesas ou com excesso de peso sempre devem ser aconselhadas a perder peso, através de uma alimentação saudável (com menor ingesta de calorias) e aumento da atividade física. Muitas vezes, apenas essa perda de peso é suficiente para aliviar muitos dos sintomas da síndrome, mesmo com perdas modestas (de 5 a 8Kg, por exemplo).

Além da perda de peso, alguns medicamentos também podem ser utilizados para diminuir os sintomas da SOMP e reverter algumas das alterações hormonais.

Que medicamentos podem ser usados no tratamento da SOMP?

Medicações também podem ser usadas para controlar os sintomas da SOMP. Os anticoncepcionais orais, principalmente aqueles que contêm medicamentos que combatem os hormônios masculinos (por exemplo: acetato de ciproterona e drospirenona), ajudam a tratar a irregularidade menstrual e minimizam a acne e o excesso de pêlos, quando utilizados por vários meses. Estão melhor indicados em pacientes com SOMP que não desejam engravidar.


Mais recentemente, muitos médicos estão preferindo tratar a SOMP com medicações que agem melhorando a resistência à insulina, visto que este parece ser um dos principais mecanismos envolvidos no desenvolvimento da síndrome. Entre essas medicações, a mais utilizada é a metformina, um medicamento originalmente criado para o tratamento de diabetes, mas que provou ser efetivo em reduzir os níveis de insulina, melhorar a irregularidade menstrual, diminuir os pêlos e a acne (embora de maneira não tão evidente quanto com os anticoncepcionais), provocar perda de peso e aumentar a fertilidade de mulheres com SOMP. A metformina ajuda mulheres com SOMP a engravidar, visto que é capaz de aumentar a taxa de ovulação dessas pacientes e parece ter um papel em prevenir abortos precoces. Já foi utilizada inclusive durante a gravidez, aparentemente sem grandes riscos para a mãe ou o feto, mas o seu uso nesta situação ainda não é um consenso entre os especialistas. Mais interessante ainda é o fato de que o uso de metformina, por melhorar a ação da insulina, melhora os níveis de glicose e colesterol, e pode ajudar a prevenir as complicações mais sérias da SOMP, que são o diabetes e as doenças cardiovasculares. Por essa razão, a metformina está sendo cada vez mais utilizada para o tratamento da SOMP, tanto em pacientes obesas como nas magras. Outras medicações que agem melhorando a resistência à insulina mas que ainda não são tão estudadas são a pioglitazona e a rosiglitazona.


Há também tratamentos específicos para induzir a ovulação e obter a gravidez, como o uso de citrato de clomifeno e de gonadotrofinas, que devem ser utilizados sob a supervisão de um ginecologista experiente em reprodução humana.


Também há medicações para reduzir os efeitos dos hormônios masculinos, como a espironolactona e a flutamida. Essas medicações sempre devem ser tomadas junto com anticoncepcionais, visto que podem ser prejudiciais ao feto se a paciente engravidar fazendo uso das mesmas.

Por último, tratamentos para reduzir o excesso de pêlos, como a depilação (usando lâmina, cêra, eletrólise ou laser) ou o uso de cremes que reduzem o crescimento dos pêlos (como a eflornitina) podem ser usados para melhorar o aspecto estético e a auto-estima das pacientes.

Existe alguma cirurgia que pode ser usada para tratar a SOMP?

Antigamente, era muito comum tratar mulheres com SOMP usando uma cirurgia para retirada de uma parte dos ovários (ressecção "em cunha" dos ovários), pois observou-se que esse tipo de procedimento melhorava o ciclo menstrual e aumentava a fertilidade. Entretanto, hoje em dia há vários medicamentos que conseguem desempenhar o mesmo papel dessa cirurgia, com menor risco. Por isso, a cirurgia para tratar a SOMP caiu no desuso e não é mais utilizada atualmente.

Josiane

Data de inscrição : 28/05/2011
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